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terça-feira, 4 de outubro de 2011

SEAF responde: Emile Guillaume Léonard


PERGUNTA / pergunta recebida através do Formulário PRO no menu à esquerda.

Gostaria de saber se um estudo de Léonard, datado de 1949, consta dessa renomada Revista (Revista SEAF). Sou coordenador de Historia Eclesiastica do Seminario Presbiteriano do Rio de Janeiro (Simonton).
José Roberto Costanza


RESPOSTA:

Possivelmente o “estudo de Léonard, datado de 1949” a que se refere é “L'Eglise presbytérienne du Brésil et ses expériences ecclésiastiques” (Emile Guillaume Léonard), cuja referência encontramos em Alsatica.eu/fr  e em  BNU - Bibliothéque Nacionale Univsersitaire, mas cujo acesso não temos.

Caso não conheça, talvez possa ser de interesse o texto, do mesmo autor, “L'illuminisme dans un protestantisme de constitution récente (Brésil)”, de 1952, que pode ser baixado em Persée

Figura: O Pensador de Quioco, AO



segunda-feira, 18 de julho de 2011

Manuel Castells propõe outra democracia


Castells propõe outra democracia

Num diálogo com acampados em Barcelona, sociólogo sugere: política é muito mais que representação; internet livre é chave da mudança

Transcrição e tradução: Daniela Frabasile
18/07/2011 -Fonte: Outras Palavras

Estranha Europa. No terreno dos direitos sociais e da política institucional, um passo atrás sucede o outro, numa espiral descendente que parece não ter fim. Na última semana, a Itália promoveu nova rodada de privatizações e ataques ao estado de bem-estar social (entre outros pontos, acabou a gratuidade das consultas médicas com especialistas, na rede pública de saúde). Medidas semelhantes têm sido adotadas há pelo menos um ano e meio, desde que o continente decidiu cobrar das sociedades o desfalque provocado nas finanças públicas pelo socorro aos bancos… As eleições, que deveriam corrigir tais retrocessos, parecem impotentes. Os partidos com chances reais de chegar ao poder igualaram-se, ao aderirem a um “pensamento único” que nunca ousa tocar os lucros do sistema financeiro. A esquerda mais radical parece, como tantas vezes, incapaz de dialogar com as maiorias.

E no entanto, engana-se quem julga que tudo são misérias. Nos últimos meses, a Europa converteu-se num laboratório de novas formas de mobilização da sociedade civil – marcadas pela autoconvocação e busca de autonomia. O processo começou em setembro de 2010, quando os estudantes britânicos e italianos mobilizaram-se maciçamente (e de modo muito criativo) contra a cobrança de mensalidades (no Reino Unido) e uma contra-reforma universitária (na Itália). Ampliou-se a partir de maio, quando a juventude espanhola transformou em acampamentos as praças principais de dezenas de cidades, para protestar contra o sequestro do futuro coletivo por “políticos e banqueiros”. Daí derivou a ocupação da Praça Syntagma, em Atenas.

De que modo estas novas formas de expressão e de luta poderão transformar a sociedade? Em todas as mobilizações recentes, busca-se uma nova democracia (e se procura praticá-la em micro-escala, na gestão de assuntos como alimentação, limpeza e segurança dos acampamentos). Constata-se que, na Europa, as instituições que deveriam representar a sociedade – Parlamentos e governos – perderam ou abandonaram este papel.

No entanto, é nestas instituições que ainda se concentra o poder – inclusive o de estabelecer ou extinguir direitos. É preciso, portanto, incidir sobre elas, pressioná-las – ainda que se procurem caminhos para superá-las, Como articular esta dialética, que exige reivindicar de quem se considera ilegítimo?


As praças espanholas foram, além de tudo, palco de importantes reflexões teóricas a este repeito. Os debates eram feitos ao ar livre, sem nenhuma solenidade – mas com muita densidade e empenho criador. Na Praça Catalunha, em Barcelona, o sociólogo e filósofo Manuel Castells compareceu a um dos diálogos. Falou cerca de 50 minutos, sobre Comunicação, Poder e Democracia. Lembrou sua condição de participante ativo dos movimentos de maio de 1968 – talvez o primeiro momento em que se reivindicou coletivamente a superação democrática das instituições surgidas da revolução francesa. Foi, como é de seu costume, claro e incisivo. Em alguns momentos, não se furtou a recomendar ações e posturas: por exemplo, a luta pela universalização do acesso à internet e a atitude de não-violência ativa.

Os vídeos com a fala de Castells estão disponíveis na internet (veja ao final do texto). Para que possa circular mais amplamente e despertar reflexão mais profunda, Outras Palavras transformou-o em texto escrito e traduziu-o para o português. Ótima leitura! (A.M.)


Meu nome é Manuel Castells. Sou professor e investigador da Universidade da Catalunha. Estou aqui para falar com vocês sobre Comunicação, Poder e Democracia. Uma das acampadas perguntou-me se gostaria de comparecer ao acampamento para falar de algumas das ideias que tenho desenvolvido há muitos anos, precisamente sobre este tema, e que estão reunidas num livro que lancei há pouco, Comunicação e Poder. Fiquei encantado, porque acho central debater publicamente estes temas. Quis contribuir à maneira que posso para um movimento que ocorre em Barcelona, na Catalunha, na Espanha e em outros países. Ontem, já havia 706 acampamentos em todo o mundo e continuam a se multiplicar. São como a água. Quando ela corre, passa por qualquer lugar, supera obstáculos.

Quando há uma necessidade real, sentida em muitas sociedades, baste que a luta por ela comece a se expressar em alguma parte para que se difunda um sentimento de que “nós também podemos”. Foi o que ocorreu, por exemplo, com as revoluções árabes. É interessante que um dos sites mais atualizados sobre o movimento [espanhol] chama-se “Yes, we camp”, reproduzindo o que Obama disse em sua campanha – embora saibamos que agora as coisas estão mais complicadas. O importante é que muitas pessoas, em todo o mundo, não aceitam a fatalidade da crise e pensam que podem fazer algo – o quê, ainda não sabem – para enfrentar a miséria política predominante e recuperar o papel de protagonistas que as pessoas sempre desejaram ter em seu futuro.

Não estou aqui para fazer um discurso político, mas para compartilhar o que pude fazer, em termos de investigação, reflexão e análise a este respeito, durante muitos anos. Começarei debatendo qual a relação entre comunicação e poder. Debaterei em seguida a crise que a democracia está vivendo e as soluções concretas que se propõem para a reconstrução desta democracia.

* * *

As relações de poder são essenciais em todas as sociedades e através da História. São, aliás, as relações essenciais em nossas sociedades, porque quem tem poder constrói as instituições em função de seus interesses e valores. As instituições que vivemos são, cada vez mais, simples expressões destas relações de poder.

Mas como se forma o poder? Ele está fundamentalmente em nossas mentes: não fora, mas dentro de nós. Claro que há, também, a violência e a intimidação, para o caso de nos atrevermos a pensar diferente – mas a História demonstra que um poder que se apoia apenas na violência é sempre débil. Para superá-lo, é preciso passar por muito sofrimento. Mas, em última instância, a dominação das mentes é muito mais eficaz que a tortura.

Por isso, a batalha do poder está em nossas mentes, na forma que pensamos. Ela determina o que fazemos. E as mentes são redes: redes neuronais, que formam suas visões de mundo, suas concepções, em relação com outras pessoas, outras mentes, outras redes de neurônios e com as redes de nosso entorno social e natural.

Tudo isso é o processo de comunicação. Ela é simplesmente a conexão entre distintas redes neuronais. O entorno comunicativo e o que se passa nele é, portanto, o elemento fundamental através do qual nossas mentes funcionam e, portanto, formam-se as relações de poder.

Onde quer que haja poder, haverá resistência a ele.
E o controle da comunicação foi sempre
a forma fundamental de exercício do poder

Felizmente há sempre, nas sociedades, não apenas poder mas, também, contrapoder. Se existe uma lei social geral certamente válida, é que sustenta: onde quer que haja dominação, haverá resistência a ela. Em consequência, ao longo do tempo e também aqui, hoje, o que aparece como “normal”, “natural”, “estabelecido”, “acordado” são simplesmente os resultados dos compromissos de luta e negociação que se dão entre distintos interesses e valores na sociedade. Quem ganha, vai ampliando seu poder nas instituições. Quem contesta o poder e apresenta ideias novas, se tem poder suficiente, vai mudando estas instituições. Esta é a História, continuamente. O vai-e-vem entre o velho e o novo; entre os interesses que já estão cristalizados, burocratizados nas instituições e as interesses e valores de quem quer propor uma nova maneira de ser e viver.

É por isso que o controle da informação e da comunicação foi sempre a forma fundamental de exercício do poder. O controle dos governos, das grandes empresas midiáticas – esta é a forma essencial. E por isso a política transformou-se, hoje, em algo midiático. O que não existe nos meios, não chega aos cidadãos – e, portanto, não existe. Aliás, o mais importante da política mediática não é tanto o que dizem os meios, mas o que eles ocultam: a ausência de mensagens, opiniões e alternativas.

Na medida em que há uma mudança organizativa e tecnológica no entorno da comunicação, mudam também os processos de comunicação, e como consequência as relações de poder. Qual a mudança fundamental que temos observado nos últimos anos? É a passagem de um sistema totalmente dominado pela comunicação de massas, e centrado nos meios de comunicação de massas, para um sistema que chamo de auto-comunicação de massas, através da internet.

Por auto-comunicação de massas podemos entender a capacidade de cada pessoa para emitir suas mensagens, selecionar as que quer receber e organizar suas próprias redes – nas quais os conteúdos, as formas e os participantes são definidos de forma autônoma. É claro que isso acontece em um cenário dominado por grandes empresas de comunicação e pelas empresas de internet. Porém, dentro desse espaço existem possibilidades infinitamente maiores que havia no espaço tradicional dos meios de comunicação de massa. Pode-se organizar redes horizontais de comunicação interativa, que chagam à sociedade através de pessoas, interesses, valores e grupos sociais não representados pelos sistemas corporativos de poder. Em consequência, ampliou-se extraordinariamente o espaço para a comunicação conflitiva, e portanto o espaço de auto-representação das pessoas na sociedade.

Durante anos, minhas observações dos movimentos sociais mostram que essa autonomia comunicativa tem sido aproveitada, para organizar e ampliar a mobilização. Desde março de 2004, na Espanha, existe um movimento espontâneo, através de mobilizações, provocadas pelas mentiras do governo naquele momento. Tudo o que se passou nos últimos anos e as revoluções árabes, toda essa experiência mostra que o processo muda a partir do momento em que é produzida alguma indignação por algum ato que já não se pode suportar. A partir dessa indignação organiza-se um debate. Desse momento em diante, as iniciativas de rede, do ciberespaço, passam ao espaço urbano, e se organiza uma interação entre o espaço urbano e o da rede virtual. Ela organiza, mobiliza, gera uma dinâmica que modifica instantaneamente as relações de poder na sociedade, e começa a influenciar o mais importante: as mentalidades das pessoas.

As pessoas percebem que não estão sozinhas e se tornam mais fortes. O sistema passivo de comunicação e democracia consiste em isolar as pessoas e agregá-las em função dos que controlam o poder

De repente, as pessoas percebem que não estão sozinhas. O que sentem, o que pensam, outros também sentem e pensam. E quando não estão sozinhas, as pessoas são mais fortes. Porque todo o conjunto do sistema passivo de comunicação e de democracia consiste em isolar essas pessoas e agregá-las em função dos que controlam os sistemas de poder nas instituições. A separação e agregação segundo o que já está estabelecido fazem com que só se possa pensar através dos sistemas predeterminados pelos interesses que dominam as instituições. A partir do momento em que surge uma dinâmica espontânea de organização em rede, na internet, nas ruas e nas relações interpessoais – a partir daí, a dinâmica muda. Quando as pessoas já não estão sozinhas, quando sabem que estão juntas, produz-se a mudança mais importante nas mentes,. Perde-se o medo de dizer e de fazer. Porque o medo é a emoção primordial do ser humano, porque todos somos descendentes de covardes, pois se os valentes não corressem o suficiente, eram pegos pelas feras.

Portanto, toda a sociedade está baseada na capacidade de instigar o medo nas pessoas, e na capacidade das pessoas em superar esse medo. Essa superação só pode ser feita em grupos, nunca individualmente. É da superação do medo, através da reunião de indivíduos em grupos – mas sem deixar a sua individualidade – que começam a surgir críticas, alternativas e debates sobre que outras formas de vida são possíveis.

* * *

Isso permite colocar saídas para a crise da democracia atual. Em todo o mundo, estamos vivendo uma crise muito séria e profunda da democracia. A democracia representativa foi uma conquista histórica dos povos, que custou muito sangue, suor e lágrimas, contra os despotismos que dominaram grande parte do mundo. Porém, a partir do momento em que já se constituem instituições democráticas, imediatamente formam-se partidos políticos, que definem as regras da participação política de acordo com seus interesses e os interesses que representam. Fecham-se outras vias de representação e se assegura por lei eleitoral que apenas os partidos majoritários podem governar.

A democracia representativa é reduzida, a distância em relação aos cidadãos aumenta, e a classe política organiza-se como classe própria, como trabalho profissional. Já não importa qual ideologia o político segue, ou se é corrupto ou não. Eles podem dizer: “a política sou eu, a política é o partido e o partido sou eu”. Qualquer tipo de intervenção política tem que passar por essa instância estrutural dos partidos. Em consequência, quando há corrupção, há impunidade. Quando há erros graves na condução de políticas sobre a crise econômica, não se responsabiliza ninguém por tais erros e pelas consequências que produziram sobre os cidadãos. Só quando chegam as eleições os políticos pagam por seus erros. Mas o eleitor deve escolher entre dois menus da mesma cozinha. Porque as leis eleitorais foram construídas para que os partidos majoritários continuem sendo majoritários. A menos que ocorram “terremotos eleitorais”, o que não é impossível, mas só acontece como consequência de mudanças sociais profundas.

Dois terços dos cidadãos do mundo acreditam que não são
governados democraticamente. Dizem que vivem numa democracia,
porém ela não é democrática. E isso é considerado normal

Dois terços dos cidadãos do mundo acreditam que não são governados democraticamente. As pessoas dizem que vivem em uma democracia, porém ela não é democrática. E isso é considerado normal. A classe política é o grupo mais desprestigiado em todas as pesquisas internacionais sobre prestígio profissional. Inclusive, na Itália, os mafiosos e as prostitutas se saíram melhor que os políticos. As pessoas diziam que pelo menos eles dizem o que fazem, diferentemente dos políticos. Insisto que isso é prejudicial para a maioria dos políticos, que são honestos e tentam fazer seu trabalho. Mas quando há um sentimento tão generalizado no mundo, os políticos fizeram algo que os colocou como classe homogênea, porque não é excepcional: foi empiricamente constatado pelos estudos de sociologia política.

Quando as coisas vão “mais ou menos”, tudo continua igual. Estudos mostram que 75% das pessoas votam contra alguma coisa, e não a favor. As mensagens na propaganda política são, na maioria das vezes, negativas, pois os profissionais de marketing político sabem que uma mensagem negativa tem cinco vezes mais impacto que uma mensagem positiva. Portanto, todos atacam todos, e assim todos os políticos afundam na opinião das pessoas.

Porém, quando as coisas vão mal, quando há uma crise, há um despertar de interesse por saber como as coisas poderiam ser diferentes. Quando os cidadãos percebem que não estão satisfeitos com as alternativas que existem, cria-se uma insatisfação. Então, rompe-se a confiança básica entre os cidadãos e aqueles que os deveriam representar. Esse desencontro entre o que as pessoas pensam e seus representantes significa que os representantes da democracia caminham para um lado, enquanto o sentimento dos representados vai por outro.

Devemos lembrar que, de acordo com o modo como se organiza a insatisfação popular, podem ocorrer movimentos extremistas, fascistas, racistas, xenófobos, que já se vê na Catalunha. Foi o que ocorreu na crise dos anos 30 – da qual não surgiu a revolução socialista, mas o fascismo. Por esse motivo, é importante que outros movimentos coletivos, com valores positivos, humanos, humanistas ocupem o espaço para preencher essa lacuna entre a política e a sociedade.

Portanto é necessário que a ideia de uma reconstrução da democracia esteja nas ruas, aqui e no mundo. Aqueles que representam a democracia hoje não podem fazer essa reconstrução, pois ela vai contra seus interesses como grupo profissional e grupo político. Muitos tentaram implantar mudanças, porém seus próprios partidos cortaram esses projetos. É o sistema que bloqueia essa reconstrução, e não os indivíduos. Esses sistemas têm interesses poderosos, relacionados ao poder político, econômico, cultural, tecnológico. Se não houver uma pressão social, não haverá mudança. E a mudança social inicia com as mentes: o que muitas pessoas estão fazendo, aqui e em outros lugares, é mudar a forma de pensar de si mesmas e das demais, pensar diferente e pensar juntos.

* * *

Três temas me parecem básicos para a reconstrução da democracia. Poderiam ser debatidos aqui. Um é a democracia através da comunicação. Outro é que tipo de instituições democráticas e de reforma democrática necessitamos. Por último, se existem outras formas de democracia.

A comunicação é fundamental, pois é a base da relação entre poder e contrapoder. A democratização da comunicação é o princípio da democratização das instituições da sociedade. A comunicação para toda a sociedade é um direito fundamental: a comunicação livre, autônoma e para todo o mundo é um direito tão fundamental quanto a saúde e a educação. Esse direito concretiza-se hoje pela internet e pelas redes móveis como direito humano fundamental.

O acesso à internet precisa ser universal.
Também o acesso à telefonia foi subsidiado.
É essencial multiplicar pontos de acesso.
As pessoas precisam poder acessar quando necessitarem

O acesso à rede precisa ser universal e subsidiado. A forma de financiar este direito depende das negociações entre os reguladores públicos e as empresas de telecomunicação. Na história das telecomunicações, o acesso à telefonia foi subsidiado em diversos países e o mesmo pode ser feito com a internet. Também é essencial a multiplicação de pontos de acesso público e gratuito, nos centros sociais, nas escolas, nas bibliotecas, para que a internet seja sempre algo possível para todos. As pessoas precisam poder acessar quanto necessitarem. Porém, isso não significa que só devemos nos comunicar pela internet. Por exemplo, a ideia de votar pela internet é um gravíssimo atentado à democracia, e a ideia de que as consultas médicas só deveriam ser feitas pela internet também é prejudicial. É preciso ter opções. O direito fundamental é ao acesso. Ele permite que todos se comuniquem com todos; permite a construção de uma rede em função de nossos projetos, nossos interesses e nossos sonhos.

Além disso, é preciso lutar pela liberdade de internet, pois o acesso à internet não é o mesmo que uma internet livre. Acabar com a censura, acabar com a invasão de privacidade, que é uma prática constante, e a livre circulação de conteúdos digitais. Implica ir a quem está por trás das leis: empresas de conteúdos culturais e os grupos de pressão que atuam para que não haja liberdade na internet (…).

Também é preciso que se crie instituições e processos democráticos de forma concreta. Existem medidas muito concretas para uma reforma política e institucional.. A reforma na lei eleitoral para que não se discrimine as minorias políticas, e a possibilidade de contabilizar votos nulos e brancos. Como fazê-lo? Para isso, é preciso imaginação. Mas acredito que a ideia de representar os votos nulos e brancos no parlamento é muito interessante. Entre outras coisas, porque nas eleições de Barcelona, por exemplo, eles somam quase 7%.

A possibilidade de eleger pessoas não filiadas a partidos é básica. Um dos maiores escândalos da democracia é que se vote apenas em um partido. (…) Infelizmente, ninguém diz nada sobre isso, tudo continua igual, porque os que podem mudar são aqueles que se beneficiam desse sistema.

Quanto ao governo, insisto na transparência informativa absoluta pela internet. Tudo o que os cidadãos têm o direito a saber, tem que estar na internet, acessível. Mas não em letras pequenas em cinza, e sim como um sistema dinâmico, usando técnicas como as da publicidade, que torna as informações compreensíveis. Dessa forma se abriria a possibilidade de começar a construir alguma confiança nas instituições democráticas.

A internet deveria se utilizada em processos participativos e de consulta.
A participação precisa ser mais que presenciar uma
reunião burocrática, ao final de um dia de trabalho

As enormes possibilidades da internet também deveriam ser utilizadas para processos participativos e de consulta, em uma grande quantidade de problemas concretos, particularmente em nível municipal. A democracia participativa pode ser muito ampliada, se puder ir além da presença em uma comissão municipal burocrática, depois de um cansativo dia de trabalho. Se os processos de participação fossem estendidos a internet, inclusive com voto indicativo, a democracia poderia ser mais abrangente. Os representantes políticos teriam que ser submetidos a organismos que os supervisionem, mas isso daria muito trabalho. Insisto nesse ponto que as propostas do acampamento são muito precisas e vale a pena pensar nelas, refletir sobre elas e debatê-las.

Mas há algo mais importante. É a criação de novas formas de democracia, a partir dos processos de debates em curso. O mais importante, na minha opinião, não é o que se propõe, mas como se propõe. Não é tanto o que se faz, mas como se faz. Pois é aí que está a questão. Uma democracia futura não sairá de documentos, por mais completos e bem formulados que sejam. Sairá de práticas coletivas, que vão experimentando novos mecanismos de deliberação, representação e decisão. Vamos aprendendo no caminho. Esse é o método, diria eu, político e científico. Através de experiências, pois é muito difícil que alguém invente um sistema novo, que substituiria o outro sem que haja debates e sem que as pessoas saibam exatamente o que está acontecendo. Daí a importância do que está sendo feito aqui e em outras ocupações de praças:, a participação em comissões, a coordenação de comissões e o poder de decisão das assembleias; que cada coletivo específico gere suas próprias formas que podem ser controladas pelas pessoas que participam. É o que está sendo feito aqui, mas não apenas aqui, não apenas nos acampamentos, mas na sociedade.

O resultado disso seria a substituição da democracia dos partidos para a democracia das pessoas. É essencial o que já está sendo feito, que não haja líderes no processo, que se troquem as posições de influência, que se mantenha a abertura total, e tolerância total ao debate. O direito à estupidez é um direito humano fundamental, e deve ser respeitado. Que não haja mecanismos formais de militância, como não há aqui, que se confie, sobretudo, na capacidade coletiva, por interação, por uma estrutura em rede, de autocorreção dos defeitos, no conjunto da sociedade. Isso não é uma utopia, isso está sendo feito aqui, e se é feito aqui, pode ser feito na sociedade.

Não defendo isso como modelo único, mas em uma fase de experimentação. Essa forma de participação permite ver a emergência de modelos distintos, na prática. É um processo lento, porque queremos ir longe. Vamos fazer o que gostamos, vamos criar uma democracia, tranquilamente, e não depressa, como o é a vida hoje em dia.

Minha grande experiência com movimentos sociais – começando com maio de 68, do qual participei ativamente – me diz que aqui, e que em todos os acampamentos ao redor do mundo, existem raízes. Porque quaisquer que sejam as formas, elas se expandirão. Impulsionarão mudanças profundas, precisamente por ser este um movimento de pessoas, não de organizações. E as pessoas não são criadas ou destruídas, mas as pessoas se transformam.

É essencial que esse processo de reconstrução da democracia
sustente um princípio fundamental. Um imperativo categórico,
que na minha opinião, já se expressa: a não-violência

Mas não será fácil. E quando os poderes se derem conta de que as praças falam sério – pois ainda não se dão conta disso – reagirão, provavelmente de forma violenta. Existem muitos interesses em jogo. Por isso é essencial que esse processo lento e profundo de reconstrução da democracia viva com um princípio fundamental. Um imperativo categórico, que na minha opinião, já se expressa aqui, que é a não violência.

Depois de 11 dias de acampamentos por toda a Espanha, não houve nenhum incidente violento. Por isso, a violência provável do poder deve ter como resposta a não-violência das pessoas. E para isso é preciso muita coragem, porque responder a violência com violência é uma reação de medo. Será preciso trabalhar muito com as pessoas que têm tanto medo, que não o superam, e que se tornam violentas. É preciso ir a um nível superior, o da superação do medo a partir da aceitação medo. A única forma de superar o medo é sair da solidão, juntar-se com os demais, e se superarem o medo sem violência, tudo é possível.

Se precisasse criar um slogan, ele seria: medrosos do mundo inteiro, uni-vos pela rede, pois só podem perder seu medo.


Extraído de Outras Palavras






segunda-feira, 6 de junho de 2011

V EBEM – Encontro Brasileiro de Educação e Marxismo - video-conferências

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ABEM - Associação Brasileira de Educadores Marxistas


de 11 a 14 de abril de 2011






EBEM 2011



EBEM – Encontro Brasileiro de Educação e Marxismo – é um encontro de âmbito nacional que tem por objetivo possibilitar a discussão entre investigadores, professores, estudantes, militantes dos movimentos sociais e os diversos núcleos de pesquisa no País que abordam o tema da EDUCAÇÃO na perspectiva teórico-metodológica do materialismo histórico.


V EBEM - “Marxismo, Educação e Emancipação Humana”

  • Organização:
Pesquisadores e Professores da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina ligados ao
Programa de Pós-Graduação em Educação
Centro de Ciências da Educação
Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política
Centro de Filosofia e Ciências Humanas

  • Local:
Florianópolis. Campus da Universidade Federal de Santa Catarina

  • Data: 11 a 14 de abril de 2011

Enviado por Dalton José Alves
daltonalves@yahoo.com.br
em 06-06-2011
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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Epistemologia, história e estudos estratégicos: Clausewitz versus Keegan


Epistemologia, história e estudos estratégicos: Clausewitz versus Keegan

Contexto int. [online]. 2010, vol.32, n.1, pp. 39-90. ISSN 0102-8529.  doi: 10.1590/S0102-85292010000100002

Contesta-se a pertinência da afirmação de que Clausewitz seria um "filósofo da guerra". Examina-se aqui a cientificidade da teoria clausewitziana da guerra à luz dos critérios de cientificidade da epistemologia de Lakatos, o que nos leva a uma confrontação, com base em uma situação histórica, entre a teoria de Clausewitz e uma teoria rival - a teoria da guerra como fenômeno cultural, de Keegan. A construção de Clausewitz possibilita-nos esperar uma situação que não é permitida pela obra de Keegan. Com base nisso, realiza-se um estudo do caso do Israel antigo, entre meados do século XIII e do século X a.C. Esse exame afere e atesta a cientificidade da teoria clausewitziana da guerra. A partir daí, argúi-se pela fundamentação dos estudos estratégicos com base na teoria clausewitziana da guerra.
Palavras-chave : Estudos Estratégicos; Teoria da Guerra; Clausewitz; Epistemologia; Keegan. 

        · resumo em Inglês     · texto em Português     · pdf em Português

Hobbes como um teórico de segurança internacional

Por que ler Hobbes como um teórico de segurança internacional?

Contexto int. [online]. 2010, vol.32, n.1, pp. 09-38. ISSN 0102-8529.  doi: 10.1590/S0102-85292010000100001

Thomas Hobbes tornou-se uma figura canônica para teorias de segurança internacional, ainda que seus escritos digam relativamente pouco acerca do que chamaríamos hoje de um sistema internacional. Este artigo sugere que Hobbes permanece importante para a análise de segurança internacional, assim como para a teoria política de modo mais geral, não por desenvolver qualquer teoria coerente de Relações Internacionais, mas sim porque sua consideração sobre a soberania de Estados particulares exige uma análise sobre as condições de possibilidade externas de tais Estados. Uma política após Hobbes precisa tratar dos efeitos constitutivos de sua filosofia da história particular. Assim, este artigo propõe uma leitura política de Hobbes, a qual enfatiza sua importância para o pensamento da política moderna e de suas condições de possibilidade; de suas origens e limites, que são também nossas origens e limites enquanto sujeitos modernos.

Palavras-chave : Hobbes; Política Moderna; Segurança Internacional; Filosofia da História.

        · resumo em Inglês     · texto em Português     · pdf em Português
 

sábado, 22 de janeiro de 2011

Filosofia e Meio Ambiente

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Conferência "Filosofia e Meio Ambiente",
com Raimundo Nonato Damasceno,
no XIV Encontro Estadual de Professores/as de Filosofia,
promovido pela SEAF.


Este XIV Encontro Estadual de Professores/as de Filosofia
SEAF 2010 teve o patrocínio de

Gravado em 23 de setembro de 2010, na UERJ.





  • Raimundo Nonato Damasceno é Doutor em Química pela PUC-RJ; Coordenador do Núcleo de Estudos em Biomassa e Gerenciamento de Águas da Universidade Federal Fluminense (NAB/UFF)
  • Gravação e edição - pela gentileza e compromisso com o conhecimento - de Diego Felipe de Souza Queiroz; Professor de Filosofia na Rede Estadual de Ensino - RJ e parceiro da SEAF; a quem muito agradecemos. Partes de 1 a 5.
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domingo, 18 de julho de 2010

Revista Pensamento Plural, UFPEL, RS

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Pensamento Plural é a revista científica editada semestralmente pelo Instituto de Sociologia e Política e pelo Mestrado em Ciências Sociais da Universidade Federal de Pelotas.

O periódico tem por objetivo ser um canal de divulgação da produção científica em ciências humanas e sociais. Para tanto, são muito bem-vindos trabalhos ambientados nestas áreas do conhecimento.

Semestralmente também são abertas chamadas para artigos e resenhas, seja para dossiês temáticos seja para dossiês abertos. É importante salientar, no entanto, que o envio de trabalhos para avaliação e eventual publicação pode ser feito a qualquer momento. Para tanto, o(a) autor(a) deve seguir estritamente as normas para submissão de artigos e de resenhas que estão disponíveis na seção “Instrução para Autores”.

Pensamento Plural teve seus quatro primeiros volumes editados em meio físico. A partir da edição de 2009/2, o periódico passará a ser editado somente em formato eletrônico, permitindo que os trabalhos publicados na revista estejam acessíveis a um público cada vez maior de leitores. Outra novidade deste novo formato é a aceitação de artigos, além de em português e em espanhol, em inglês, visando internacionalizar o periódico para autores e para leitores.

Tudo sobre Pensamento Plural AQUI
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domingo, 13 de junho de 2010

Paraná tem Antologia de Textos para o Ensino Médio

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Antologia de Textos Filosóficos

A razão de ser dessa Antologia de Textos Filosóficos é proporcionar aos estudantes do ensino médio o contato com os textos dos filósofos, precisamente porque é esse o lugar onde se encontra a Filosofia.

Conteúdo

A Antologia é composta de vinte e dois textos ou excertos de textos de filósofos clássicos e um texto de filósofo brasileiro, escolhidos por sua relevância para os estudantes do nível médio.

Apresentação dos textos

Os textos selecionados são precedidos por introduções redigidas por professores universitários especialistas nos filósofos escolhidos. Essas introduções apresentam três componentes.

1 - O primeiro componente traz conteúdos de cunho biográfico, histórico e bibliográfico dos filósofos.

2 - O segundo trata das possibilidades de interpretação e problematização dos textos, em função das exigências e expectativas do ensino de Filosofia no nível médio.

3 - O terceiro apresenta indicações de leituras das principais obras dos filósofos, traduzidas para a língua portuguesa, bem como os principais comentadores e eventuais sites qualificados.

  • A Antologia também disponibiliza aos leitores um índice remissivo com os principais conceitos, filósofos, termos e correntes filosóficas.
Essa Antologia de Textos Filosóficos integra um conjunto de ações do Departamento de Educação Básica (DEB) da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED-PR), planejadas e desenvolvidas para o retorno da disciplina de Filosofia.

Dentre as diversas políticas desenvolvidas e executadas destacam-se os concursos públicos para contratação de professores de Filosofia, a Diretriz Curricular para o Ensino de Filosofia, a aquisição da Biblioteca do Professor com títulos específicos e atualizados de Filosofia, o Programa de Formação Continuada dos Profissionais da Educação, do qual faz parte o Projeto Folhas, o Livro Didático Público de Filosofia e a Antologia de Textos Filosóficos, que além dos objetivos preconizados no projeto, concretizou uma articulação promissora entre o ensino médio e o ensino superior.

O desejo é que esse livro desafie professores e estudantes ao filosofar, às leituras e releituras, ao saudável confronto das posições e ideias, aos debates racionais e bem fundamentados, afinal, um texto é clássico somente enquanto permanece vivo e instigante, enquanto nos convida à interlocução e pode ser reinterpretado.

Jairo Marçal (organizador)
Bernardo Kestring
Eloi Corrêa dos Santos
Juliano Orlandi
Wilson José Vieira

Equipe de Filosofia do Departamento de Educação Básica

Para baixar o arquivo da Antologia na íntegra, clique sobre o título:
CAPA / ANTOLOGIA NA ÍNTEGRA


Extraído de Portal Educacional do Estado do Paraná Dia-a-dia Educação

Recebido de Vanderlei Carbonara - Coordenador do Colegiado do Curso de Filosofia - Centro de Filosofia e Educação - Universidade de Caxias do Sul, através de Filipe Ceppas e e de Dalton José Alves, na lista Filosofiasudeste-l
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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Projeto Phronesis tem muitos livros em arquivo PDF

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-E-book

Nietzsche e muito mais. Clique no nome do/a filósofo/a nas "tags" à direita e você encontrará livros para serem baixados

Transcrevemos "quem somos" do Projeto:

Por acreditar que o conhecimento é um bem publico, desde outubro de 2008, os idealizadores Paulo Abe, Raphael Alario, Carlos Bernardo e Diego Azizi deram inicio ao Projeto Phronesis, com objetivo de divulgar e popularizar o conhecimento filosófico.

O Projeto reúne textos, livros, vídeos e informações referentes a varias áreas do conhecimento; além de disponibilizar materiais inéditos produzidos pelos próprios idealizadores, o blog se propõe a organizar os materiais dispersos na internet com o intuito de facilitar a compreensão dos grandes pensadores e dos grandes temas que nunca nos deixam.

Em uma segunda fase, o projeto tem como perspectiva a criação de um portal filosófico, possibilitando aos internautas um espaço reflexivo com uma maior interatividade, como por exemplo, a publicação de texto e discussões em fóruns

Assim, todos estão convidados a participar desde universo do pensar.

Sejam bem vindos.
Projeto Phronesis
E-mail

quinta-feira, 18 de março de 2010

Revista de História (USP): novo site; todo o material disponível

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Revista de História lança novo site

18/3/2010

Agência FAPESP – Acaba de ser lançado o novo site da Revista de História, do Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP).

Além de continuar disponibilizando gratuitamente todos os artigos publicados na revista desde 1995, o novo site agrega algumas inovações relacionadas à facilidade de consulta e pesquisa. Uma das novidades é a possibilidade de fazer buscas por autores e palavras-chave nos índices dos artigos.

Os editores da publicação estão, atualmente, digitalizando todo o antigo acervo da revista, desde seu primeiro número, lançado em 1950. Em breve, todo o material estará disponível no site e, também, no Portal de Periódicos da USP, onde é possível realizar buscas e pesquisa mais completas, que abarcam os textos integrais dos artigos e não apenas os índices da revista.

Fundada em 1950 pelo professor Eurípedes Simões de Paula, a Revista de História é um dos mais antigos periódicos acadêmicos do Brasil especializado nessa disciplina. Sua missão é divulgar artigos em português e espanhol, originais inéditos ou traduzidos, resenhas e edições críticas de fontes na área de história e afins.

O principal objetivo da publicação é contribuir para o debate acadêmico nas áreas de história e nas ciências humanas em geral, além de servir como meio de divulgação da produção acadêmica a um público mais amplo.

Sua periodicidade é semestral e sua publicação conta com o apoio financeiro dos programas de pós-graduação de História Social e História Econômica da FFLCH, além Programa de Apoio às Publicações Periódicas Científicas da USP.

Site direto e mais informações: Revista de História

Extraído de Agência FAPESP
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quinta-feira, 11 de março de 2010

Livros digitais da Unesp

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Livros digitais da Unesp

Por Fábio de Castro
11/3/2010

Agência FAPESP – A Universidade Estadual Paulista (Unesp) encontrou uma solução inovadora para oferecer acesso universal ao conhecimento produzido em sua pós-graduação: o Programa de Publicações Digitais, que lança nesta quinta-feira (11/3) sua primeira coleção, com 44 títulos inéditos.

O programa, decorrente de uma parceria entre a Fundação Editora Unesp (FEU) e a Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG) da universidade, publica em formato digital livros exclusivamente produzidos para esse fim, com foco nas áreas de ciências humanas, ciências sociais e aplicadas e linguística, letras e artes.

De acordo com o assessor da PROPG, Cláudio José de França e Silva, os títulos iniciais foram selecionados pelos Conselhos de Programas de Pós-Graduação da universidade.

“No mesmo momento em que estamos lançando esses títulos, publicamos a chamada para a edição 2010 do programa, que editará mais 58 livros. O objetivo do programa, lançado em 2009, é editar 600 livros digitais em dez anos”, disse França e Silva à Agência FAPESP.

Segundo ele, cada programa de pós-graduação da Unesp pode indicar até dois livros para publicação no âmbito do Programa de Publicações Digitais. “É uma maneira inovadora para dar vazão à grande produção acadêmica da Unesp nessas áreas do conhecimento. Todos os livros editados são derivados de pesquisas realizadas em nossos programas de pós-graduação, incluindo muitas teses e dissertações, além de trabalhos de docentes e egressos da universidade na última década”, explicou.

O objetivo principal é universalizar o conhecimento produzido pelos pesquisadores da Unesp em grande escala. “Boa parte da pesquisa fica restrita ao público acadêmico. Por outro lado, a publicação em papel de um volume tão grande de obras levaria anos e teria grandes custos. Com o programa, encontramos uma maneira viável para que esse conhecimento possa atingir um público amplo”, disse.

Como as obras passaram pelo crivo dos conselhos, o conjunto de 44 títulos é um reflexo dos próprios programas de pós-graduação da Unesp. “A seleção das obras leva de três a quatro meses para ser feita. No total, contando com todo o processo de edição e revisão, levamos cerca de um ano entre o início da seleção e a publicação dos livros”, disse França e Silva.

Segundo o assessor, existem outras iniciativas, em outras instituições, de disponibilização de conteúdos de livros na internet. Mas, pela primeira vez, uma universidade realiza um programa que publica obras projetadas, em sua origem, para o lançamento em formato digital.

“Esse é o caráter pioneiro do programa. A proposta é que esses livros permaneçam disponíveis em formato exclusivamente digital, sem qualquer custo para o leitor, democratizando a produção acadêmica da universidade”, afirmou.

As diretrizes do programa vetam a produção de obras derivadas a partir dos livros digitais lançados, a fim de garantir a integridade das obras. Também não é permitida a comercialização.

“Os livros têm um conceito muito bem claro, com um padrão de capas e de editoração definidos. Com isso, bastaria imprimi-los, da maneira que estão apresentados na internet, para termos essas obras em papel. Mas a ideia é que sejam mantidos como livros digitais apenas”, afirmou.

Para baixar os livros, segundo França e Silva, o leitor deve apenas preencher um cadastro sumário no site da Editora da Unesp e gerar uma senha que dá acesso às obras.

“O projeto é de grande importância para os autores. Suas obras, com a chancela da Unesp, serão acessadas por um público universal, que nunca seria atingido se a publicação fosse em papel. Iremos, ainda, ter o controle da quantidade e localidade dos downloads, o que nos permitirá aperfeiçoar as estratégias de publicação no futuro”, afirmou.

Para França e Silva, o público não deverá oferecer resistência ao novo formato. “Quando se começou a digitalizar os periódicos houve uma resistência inicial, mas hoje a maior parte das publicações é feita nesse formato. No entanto, não acreditamos que o livro de papel esteja desaparecendo. Trata-se apenas de uma nova forma de divulgar a ciência”, disse.

Segundo ele, os livros digitais serão cada vez mais importantes, em particular para as áreas de humanidades e artes – por isso o programa tem foco nessas áreas.

“Em geral, os pesquisadores das áreas de exatas e biológicas querem encaminhar suas pesquisas para periódicos o mais rápido possível. Mas nas áreas de humanas o livro tem um peso todo especial”, disse.

Mais informações: www.culturaacademica.com.br

Estraído de Agência FAPESP
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domingo, 27 de dezembro de 2009

Castoriadis e as "Reflexões sobre o Racismo"

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Reflexões sobre o Racismo – Racismo e Mestiçagem



Por: Cornelius Castoriadis



“Encontramos-nos aqui(*), é evidente, porque queremos combater o racismo, a xenofobia, o chauvinismo e tudo o que se relacione a eles. E fazemos isso em nome de uma posição primordial: reconhecemos todos os seres humanos como tendo valor igual como seres humanos, e afirmamos o dever da coletividade de conceder as mesmas possibilidades efetivas, no que se refere ao desenvolvimento de suas faculdades. Longe de poder estar comodamente fundada em uma suposta evidência ou necessidade transcendental dos “direitos humanos”, essa afirmação engendra paradoxos de primeira magnitude e, em particular, uma antinomia que muitas vezes já sublinhei, e que pode ser definida em abstrato como a antinomia entre o universalismo que concerne aos seres humanos e o universalismo que concerne às “culturas” (as instituições imaginárias da sociedade) dos seres humanos”. Acesso ao artigo AQUI


(*) No Colóquio “Inconsciente e mudança social” da Association pour La Recherche ET l´Intervention Psichosociologiques, em março de 1985.

Texto original em www.debatefeminista.com

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Cornelius Castoriadis


(1922-1997). Crítico social y editor de la revista Socialismo o barbarie (1949-1967), que se publicaba en Francia. Economista de la OCRE hasta 1970, Castoriadis se convirtió en psicoanalista practicante en 1974 y es director de estudios en la Escuela de Altos Estudios en Ciencias Sociales (1979). Escribió, entre otros, Los dominios del hombre: las encrucijadas del laberinto (1978), La institución imaginaria de la sociedad (1975) y Filosofía, política, autonomía (1991) .


Textos sobre
Cornelius Castoriadis

Cornelius Castoriadis Agora International Website

Escritos de Cornelius Castoriadis en Español
Spanish-Language Writings by Cornelius Castoriadis
Écrits de Cornelius Castoriadis en espagnol

Textos sobre Castoriadis o el imaginário


The Problem of Democracy Today

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A referência do texto desta postagem foi recebido de
http://www.unifem.org.br
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Lévi-Strauss: homenagem de "Estudos Avançados" - IEA/USP

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Tristes trópicos

10/12/2009 Por Alex Sander Alcântara


Agência FAPESP – A chamada “crise do Congresso” brasileiro é o tema central do número 67 da revista Estudos Avançados. Publicada pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA/USP), a edição, que lançada nesta quinta-feira (10/12), traz um dossiê sobre a crise institucional vista por acadêmicos, parlamentares e juristas.
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Em seu conjunto, a revista traz artigos, entrevistas, ensaios e resenhas. Abriga ainda mais dois blocos temáticos. O segundo dossiê é dedicado ao antropólogo Claude Lévi-Strauss, morto em novembro, e o terceiro, intitulado Vozes do Nordeste, reúne artigos sobre Graciliano Ramos, João Cabral de Melo e Gilberto Freyre.

O dossiê Lévi-Strauss traz textos publicados em 2008 na edição especial da revista La Lettre Du Collège de France (clique para baixar a revista integralmente, em francês) produzida em homenagem ao centenário do antropólogo francês.

De acordo com o editor da revista, Alfredo Bosi, professor titular de literatura brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, a edição já estava pronta quando souberam da morte de Lévi-Strauss.

“Estive em Paris e tive o privilégio de receber autorização para publicar vários artigos que saíram na revista La Lettre Du Collège de France. É especialmente importante para nós fazer essa homenagem porque dentro do IEA temos a Cátedra Lévi-Strauss, criada graças a um convênio com o Collège de France”, disse à Agência FAPESP.

Além de textos do próprio Lévi-Strauss, a edição de Estudos Avançados traz artigos e ensaios de colaboradores e discípulos, além de entrevistas recentes. Dentre os artigos destacam-se os de Maurice Merleau-Ponty, Jean-Claude Pecker e Philippe Descola, além de entrevistas sobre Lévi-Strauss com Descola, Françoise Héritier e Eduardo Viveiros de Castro, que foram publicadas originalmente em francês.

Segundo Bosi, que também é coordenador da Cátedra Lévi Strauss, o dossiê sobre o antropólogo fala de um outro país, o “Brasil indígena”, que aparece como fonte direta de estudo de um dos maiores antropólogos do século 20.

“O estruturalismo do autor de Tristes Trópicos não teria sido possível sem os seus anos de observação empática junto a tribos sobreviventes no território brasileiro. As relações entre Lévi-Strauss e a USP, onde lecionou na juventude, foram estreitas e profundas, e os textos que agora publicamos no Brasil provam-no de modo cabal”, disse Bosi.

Para homenagear Lévi-Strauss, a cantora, compositora e pesquisadora Marlui Miranda interpretou músicas dos Suruí, Nambikwara e Bororo, povos indígenas visitados pelo francês na década de 1930, quando lecionava sociologia na recém-criada USP. “É pena porque gostaríamos que ele viesse. Ele lia bem o português. Mas fica a homenagem”, disse Bosi.

Velho Senado

Segundo o crítico literário e membro da Academia Brasileira de Letras, há muitos números a revista se caracteriza por apresentar um dossiê que “deve tratar de um tema oportuno, atual, importante e de preferência que tenha a ver com a realidade brasileira”.

“Para o dossiê – que ocupa um terço e às vezes a metade da edição – convidamos professores, pesquisadores e pensadores. Já a segunda parte é mais aberta. Aproveitamos os ensaios que chegam de várias partes do Brasil e os submetemos aos pareceristas e consultores que sigilosamente nos fazem um diagnóstico sobre os textos”, explicou Bosi, acrescentando que, nas últimas edições, a revista abriu uma nova seção de resenhas de livros.

Os três blocos temáticos apresentam unidade e todos os textos são atuais, com exceção da crônica de Machado de Assis intitulada “Velho Senado”, publicada quando o autor de Dom Casmurro escrevia para o jornal Diário do Rio de Janeiro, nos idos de 1860. De acordo com Bosi, a intenção foi mostrar a “diferença de tom”.

“Naqueles tempos o Senado [“cujos cargos eram vitalícios”] talvez não fosse nem melhor nem pior do que é hoje. Sempre deve ter havido escândalos, só que eram mais decorosos. Eles tinham um comportamento que, infelizmente parece, que se perdeu”, indicou Bosi.

No dossiê sobre o Congresso, há uma diversidade de visões e posições. Segundo o professor da USP, a grande discussão não é só mostrar o que está acontecendo, mas “por que está acontecendo”.

“De maneira geral, as análises mostram que a democracia formal em que vivemos é necessária, mas insuficiente. É preciso não só uma democracia representativa, mas participativa”, analisa Bosi.

Participam do primeiro dossiê Fábio Konder Comparato com o artigo O Direito e o Avesso” Marco Aurélio Nogueira, com Uma crise de Longa Duração, e Francisco Weffort, que questiona a ausência de reforma política em Qual reforma política?.

A segunda parte do dossiê é de entrevistas com alguns políticos representativos, como Cristovam Buarque, Arnaldo Madeira, Fernando Gabeira, e com representantes do Judiciário, como o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Do outro lado, o jornalista e professor da Escola de Comunicações e Artes da USP Eugênio Bucci analisa o papel da imprensa na cobertura da crise, ente outros.

“Acho que a crise, superficialmente, passou, porque a política continua a sua rotina, mas o dossiê fica como um momento de reflexão”, disse Bosi.

A última parte da revista é dedicada a resenhas de livros lançados recentemente e ao dossiê Vozes do Nordeste, além da análise de Aziz Nacib Ab’ Sáber, professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, sobre os eventos climatológicos que atingiram Santa Catarina em 2008.

A versão eletrônica da nova edição de Estudos Avançados poderá ser lida em breve na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), em

A revista impressa custa R$ 30.
Mais informações: http://www.iea.usp.br/revista/rev67.html
e 55 - 11 - 3091-1675

Fonte: Agência FAPESP
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Paulo Freire é anistiado 45 anos após exílio

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Paulo Freire é anistiado 45 anos após exílio

Em Brasília, 3 mil professores e educadores de todas as regiões do Brasil e de outros 22 países acompanharam a cerimônia

27/11/2009 - da Redação

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça concedeu, no dia 26 de novembro, a anistia política post mortem ao educador Paulo Freire, falecido em 1997. A cerimônia ocorreu durante o Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica que conta com 3 mil professores e educadores de todas as regiões do Brasil e de outros 22 países, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Presente na cerimônia, a viúva, Ana Maria Araújo Freire, se emocionou ao falar do marido. “Hoje, Paulo, você pode descansar em paz. Sua cidadania plena, sem vazios e sem lacunas, foi restaurada, como você queria, e proclamada, como você merece”, disse. A homenagem ao pernambucano que revolucionou as técnicas de ensino em todo o mundo foi marcada pela emoção.

O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, disse que o pedido de desculpas em nome do Estado brasileiro também era direcionado aos milhões de brasileiros e brasileiras que deixaram de ser alfabetizados e emancipados por Freire. A extinção do Plano Nacional de Alfabetização, que levaria o “método Paulo Freire” a todo o país, foi um dos primeiros atos do regime autoritário, após o golpe de 1964.

O educador pernambucano foi afastado da coordenação do Plano Nacional, instituído meses antes pelo MEC, e aposentado compulsoriamente da cadeira de professor de História e Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco. Após ser preso por 70 dias em uma cadeia de Olinda (PE), partiu para o exílio, retornando ao Brasil somente em 1980.

Em razão da perseguição política que resultou em 16 anos de exílio, a Comissão de Anistia concedeu indenização de R$ 100 mil – teto da prestação única, que prevê 30 salários mínimos para cada ano de perseguição comprovada.

Fonte: Brasil de Fato

Para ver Paulo Freire na lista dos Teóricos e Pensadores das Relações Internacionais, na página da ANU - Universidade Nacional da Austrália

Livros de Paulo Freire prontos para serem baixados, na Biblioteca da Floresta, por iniciativa do Governo do Acre.
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Segundo Sexo fez 60 anos, em 2009

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O Segundo Sexo, de Simone de Beauvoir

O Segundo Sexo é um clássico publicado por Simone de Beauvoir em 1949. São dois livros sobre a situação da mulher. O primeiro volume recebeu o subtítulo de “Fatos e Mitos”, e o segundo volume foi denominado “A experiência vivida”. Como outros clássicos feministas, encontra-se esgotado no Brasil.

Para fazer o download, em formato PDF, você pode acessar Mídia Independente:
link no midia independente para o volume 1: Fatos e Mitos
link no midia independente para o volume 2: a experiência vivida

Índice dos livros:

O Segundo Sexo, vol.1: Fatos e Mitos

Primeira Parte
Capítulo I — Os dados da biologia
Capítulo II — O ponto de vista psicanalítico
Capítulo III — O ponto de vista do materialismo histórico

Segunda Parte
História
I
II
III
IV
V

Terceira Parte
Os Mitos
Capítulo I
Capítulo II
I — Montherlant ou o pão do nojo
II — D. H. Lawrence ou o orgulho fálico
I I I — Claudel e a serva do Senhor
IV — Breton ou a poesia
V — Stendhal ou o romanesco do verdadeiro
VI —
Capítulo III

O Segundo Sexo, vol.2: A Experiência vivida

Introdução

Primeira Parte
Formação
Capítulo I — Infância
Capítulo II — A Moça
Capítulo III — A Iniciação Sexual
Capítulo IV — A Lésbica

Segunda Parte
Situação
Capítulo I — A Mulher Casada
Capítulo II — A Mãe
Capítulo III — A Vida Social
Capítulo IV — Prostitutas e Hetairas
Capítulo V — Da Maturidade à Velhice
Capítulo VI — Situação e Caráter da Mulher

Terceira Parte
Justificações
Capítulo I — A Narcisista
Capítulo II — A Amorosa
Capítulo III — A Mística

Quarta Parte
A Caminho da Libertação
Capítulo Único — A Mulher Independente

Conclusão


Foto de Simone de Beauvoir extraída de The Avant Guardian
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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Da propriedade intelectual à economia do conhecimento

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Caros amigos,

O eixo central de geração de valor desloca-se do conteúdo material para o conteúdo de conhecimento incorporado aos processos produtivos. Com isso criou-se uma batalha ideológica e econômica em torno do direito de acesso ao conhecimento. O acesso livre e praticamente gratuito ao conhecimento e à cultura que as novas tecnologias permitem é uma benção e não uma ameaça. Constituem um vetor fundamental de redução dos desequilíbrios sociais e da generalização das tecnologias necessárias à proteção ambiental do planeta. Tentar travar o avanço deste processo, restringir o acesso a conhecimento e criminalizar os que dele fazem uso não faz o mínimo sentido. Faz sentido sim estudar novas regras do jogo capazes de assegurar um lugar ao sol aos diversos participantes do processo.

Publiquei recentemente no site (16.10), em Artigos Online, um artigo de 30 páginas sobre esse tema, Da propriedade intelectual à economia do conhecimento. O texto constitui antes de tudo uma sistematização dos argumentos, revisando alguns dos principais autores sobre o assunto.

Um abraço,
Ladislau


Recebido do Eminente Professor Economista Ladislau Dowbor* - contatoladislau@gmail.com
Em segunda-feira, 19 de outubro de 2009 09:40


Uma visita ao site do Professor é viagem de lucidez e comprometimento. Axé!

* Economista político graduado na Universidade de Lausanne, Suiça; Doutor em Ciências Econômicas pela Escola Central de Planejamento e Estatística de Varsóvia, Polônia (1976). Atualmente, é professor titular da pós-graduação da PUC-SP e presta consultoria para agências da ONU, governos e instituições.

Clique para ver seus artigos em Le Monde Diplomatique.

Você pode fazer seu cadastro para receber as novas produções do Professor. Envie um e-mail para contatoladislau@gmail.com

O Professor Ladislau Dowbor tem intensa produção editada, mas por questão de princípio disponibiliza tudo "livre para baixar" em seu site http://www.dowbor.org... Quem quiser publicar com ele, já sabe sobre isso, de antemão.

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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Unicamp totalmente digital

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Unicamp 100% digital

14/10/2009

Agência FAPESP – Com o total de 30.871 teses e dissertações em sua Biblioteca Digital, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) se tornou a primeira universidade brasileira a ter 100% dessa produção em formato eletrônico e com acesso livre pela internet.

Desde 2004, quem quiser baixar uma cópia dos trabalhos precisa se cadastrar, o que tem permitido um controle detalhado dos acessos.

“Até o momento foram 4,3 milhões de downloads. A maior média é da área de humanidades e artes, com 1,6 milhão de downloads e 7.705 teses, média de 217 cópias por pesquisa. A média geral, considerando todas as áreas, é de 143 downloads por tese”, disse Luiz Atílio Vicentini, coordenador da Biblioteca Central Cesar Lattes e do Sistema de Bibliotecas da Unicamp.

A Biblioteca Digital da Unicamp passou dos 20 milhões de visitas, com um grande salto ocorrido a partir de 2005, quando o acervo foi indexado ao Google. “De 1 milhão naquele ano, a quantidade de visitas foi para mais de 3 milhões em 2006; em 2008 foram 6,5 milhões de acessos e, este ano, já temos mais de 5 milhões. Registramos picos de 30 mil visitas por dia”, disse Vicentini ao portal da universidade.

De acordo com o coordenador, há mais de 800 mil usuários cadastrados. O último levantamento apontou quase 24 mil downloads por usuários de 73 países, com destaque para Espanha e Portugal.

O estudo mais acessado, intitulado O conhecimento matemático e o uso de jogos na sala de aula, foi apresentado por Regina Célia Grando na Faculdade de Educação e teve até o dia 13 de outubro 8.485 downloads e 43.784 visitas.

Mais informações: http://libdigi.unicamp.br

Estraído de Agencia FAPESP
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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Biblioteca Digital da UNICAMP

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Sistema Nou-Rau: Biblioteca Digital da UNICAMP
http://libdigi.unicamp.br/document/list.php




Arquivo Sérgio Buarque de Holanda - Arquivo Central UNICAMP
Catálogo Referencial e Fotográfico do Arquivo Sérgio Buarque de Holanda

Congressos e Seminários
Trabalhos Apresentados em Eventos

Dissertações e Teses
Produção Científica da UNICAMP

Hemeroteca - CMU - Campinas
Acervo Digital

Partituras
Centro de Documentação de Música Contemporânea - CDMC-Brasil/UNICAMP; Instituto de Artes - IA

Periódicos Eletrônicos UNICAMP
Periódicos Publicados pela UNICAMP em Formato Eletrônico

Produção Técnico-Científica Digital
Faculdade de Educação
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domingo, 16 de março de 2008

Dissertações e Teses em acesso livre (06)

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Dissertações de Mestrado

- Michel Foucault e a constituição do corpo e da alma do sujeito moderno
Autor: Silveira, Fernando de Almeida
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-17052004-120350/

- A unidade da verdade em Erasmo
Autor: Nassaro, Silvio Lucio Franco
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-13112006-142531/

- O que é resiliência humana? Uma contribuição para a construção do conceito
Autor: Barlach, Lisete
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-19062006-101545/

- Do indivíduo à cultura: um estudo sobre Freud
Autor: Soria, Ana Carolina Soliva
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-29052006-201930/

- Um Acerto de Contas com o Futuro. A anistia e suas conseqüências - um estudo do caso brasileiro
Autor: Mezarobba, Glenda Lorena
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8131/tde-06112006-162534/

Teses de Doutorado

- Corpos sonhados - vividos: A questão do corpo em Foucault e Merleau-Ponty
Autor: Silveira, Fernando de Almeida
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59137/tde-09062006-162253/

- Ciência e teologia nos caminhos de Pascal
Autor: Parraz, Ivonil
http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8133/tde-05062006-113525/