sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

UNILA: Universidade Federal da Integração Latino-Americana

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Criada a Unila

Universidade Federal da Integração Latino-Americana

15/1/2010 - Agência FAPESP – A cidade de Foz do Iguaçu (PR) sediará a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) que foi criada oficialmente na terça-feira (12/1/2010).

A nova universidade pretende manter um quadro de 10 mil alunos até 2015 e um quadro docente formado metade por brasileiros e a outra metade por professores de outros países latino-americanos.

As aulas serão ministradas em português e espanhol e a Unila usará as instalações da usina hidrelétrica de Itaipu, localizada próxima à tríplice fronteira entre Argentina, Brasil e Paraguai.

O cronograma de implantação prevê a conclusão do projeto pedagógico até o fim deste mês e a abertura de concurso para a contratação de professores e técnicos. O primeiro vestibular da Unila deverá ocorrer no segundo semestre deste ano.

Mais informações: www.unila.ufpr.br

Extraído de Agência Fapesp
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domingo, 27 de dezembro de 2009

Castoriadis e as "Reflexões sobre o Racismo"

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Reflexões sobre o Racismo – Racismo e Mestiçagem



Por: Cornelius Castoriadis



“Encontramos-nos aqui(*), é evidente, porque queremos combater o racismo, a xenofobia, o chauvinismo e tudo o que se relacione a eles. E fazemos isso em nome de uma posição primordial: reconhecemos todos os seres humanos como tendo valor igual como seres humanos, e afirmamos o dever da coletividade de conceder as mesmas possibilidades efetivas, no que se refere ao desenvolvimento de suas faculdades. Longe de poder estar comodamente fundada em uma suposta evidência ou necessidade transcendental dos “direitos humanos”, essa afirmação engendra paradoxos de primeira magnitude e, em particular, uma antinomia que muitas vezes já sublinhei, e que pode ser definida em abstrato como a antinomia entre o universalismo que concerne aos seres humanos e o universalismo que concerne às “culturas” (as instituições imaginárias da sociedade) dos seres humanos”. Acesso ao artigo AQUI


(*) No Colóquio “Inconsciente e mudança social” da Association pour La Recherche ET l´Intervention Psichosociologiques, em março de 1985.

Texto original em www.debatefeminista.com

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Cornelius Castoriadis


(1922-1997). Crítico social y editor de la revista Socialismo o barbarie (1949-1967), que se publicaba en Francia. Economista de la OCRE hasta 1970, Castoriadis se convirtió en psicoanalista practicante en 1974 y es director de estudios en la Escuela de Altos Estudios en Ciencias Sociales (1979). Escribió, entre otros, Los dominios del hombre: las encrucijadas del laberinto (1978), La institución imaginaria de la sociedad (1975) y Filosofía, política, autonomía (1991) .


Textos sobre
Cornelius Castoriadis

Cornelius Castoriadis Agora International Website

Escritos de Cornelius Castoriadis en Español
Spanish-Language Writings by Cornelius Castoriadis
Écrits de Cornelius Castoriadis en espagnol

Textos sobre Castoriadis o el imaginário


The Problem of Democracy Today

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A referência do texto desta postagem foi recebido de
http://www.unifem.org.br
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Algum conceito de tecnologia

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... parecem pequenos detalhes da vida mas, com o poder multiplicador das corporações, atinge tanta gente.

A imagem abaixo veio na capa de uma revista que me deram no avião.


Repare que a menina idiota e frustrada está lendo um livro
com inveja dos que ostentam gadgets eletrônicos...
A FNAC já teve outra vocação...

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Um abraço e um excelente 2010 a todos.

Ladislau Dowbor
contatoladislau@gmail.com
http://dowbor.org
Twitter: ldowbor

PARA MAIS
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domingo, 20 de dezembro de 2009

MERCOSUL - Professor estrangeiro terá seu título reconhecido no Brasil

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Professor estrangeiro terá seu título reconhecido no Brasil

Os professores estrangeiros que vierem a lecionar no Brasil, em sistema de intercâmbio, terão o benefício da admissão (reconhecimento) de títulos e graus acadêmicos obtidos em países do Mercosul. A decisão foi tomada em reunião do Conselho Mercado Comum (CMC), realizada em Montevidéu.

Durante o encontro, foi aprovada a Decisão nº 29, deste ano (2009), que regulamenta o Acordo de Admissão de Títulos e Graus Acadêmicos para o Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados do Mercosul.Justificar


Com a regulamentação, o acordo vale apenas para estrangeiros provenientes dos demais países do bloco que venham a lecionar no Brasil. Portanto, não beneficia professores brasileiros. “A admissão de títulos e graus acadêmicos, para os fins do acordo, não se aplica aos nacionais do país onde sejam realizadas as atividades de docência e de pesquisa”, diz o artigo 2º do documento.

fonte Em Questão - BR-gov.

Para o Acordo, em arquivo PDF, com data de 07-dez-2009 - www.capes.gov.br
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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Lévi-Strauss: homenagem de "Estudos Avançados" - IEA/USP

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Tristes trópicos

10/12/2009 Por Alex Sander Alcântara


Agência FAPESP – A chamada “crise do Congresso” brasileiro é o tema central do número 67 da revista Estudos Avançados. Publicada pelo Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA/USP), a edição, que lançada nesta quinta-feira (10/12), traz um dossiê sobre a crise institucional vista por acadêmicos, parlamentares e juristas.
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Em seu conjunto, a revista traz artigos, entrevistas, ensaios e resenhas. Abriga ainda mais dois blocos temáticos. O segundo dossiê é dedicado ao antropólogo Claude Lévi-Strauss, morto em novembro, e o terceiro, intitulado Vozes do Nordeste, reúne artigos sobre Graciliano Ramos, João Cabral de Melo e Gilberto Freyre.

O dossiê Lévi-Strauss traz textos publicados em 2008 na edição especial da revista La Lettre Du Collège de France (clique para baixar a revista integralmente, em francês) produzida em homenagem ao centenário do antropólogo francês.

De acordo com o editor da revista, Alfredo Bosi, professor titular de literatura brasileira da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, a edição já estava pronta quando souberam da morte de Lévi-Strauss.

“Estive em Paris e tive o privilégio de receber autorização para publicar vários artigos que saíram na revista La Lettre Du Collège de France. É especialmente importante para nós fazer essa homenagem porque dentro do IEA temos a Cátedra Lévi-Strauss, criada graças a um convênio com o Collège de France”, disse à Agência FAPESP.

Além de textos do próprio Lévi-Strauss, a edição de Estudos Avançados traz artigos e ensaios de colaboradores e discípulos, além de entrevistas recentes. Dentre os artigos destacam-se os de Maurice Merleau-Ponty, Jean-Claude Pecker e Philippe Descola, além de entrevistas sobre Lévi-Strauss com Descola, Françoise Héritier e Eduardo Viveiros de Castro, que foram publicadas originalmente em francês.

Segundo Bosi, que também é coordenador da Cátedra Lévi Strauss, o dossiê sobre o antropólogo fala de um outro país, o “Brasil indígena”, que aparece como fonte direta de estudo de um dos maiores antropólogos do século 20.

“O estruturalismo do autor de Tristes Trópicos não teria sido possível sem os seus anos de observação empática junto a tribos sobreviventes no território brasileiro. As relações entre Lévi-Strauss e a USP, onde lecionou na juventude, foram estreitas e profundas, e os textos que agora publicamos no Brasil provam-no de modo cabal”, disse Bosi.

Para homenagear Lévi-Strauss, a cantora, compositora e pesquisadora Marlui Miranda interpretou músicas dos Suruí, Nambikwara e Bororo, povos indígenas visitados pelo francês na década de 1930, quando lecionava sociologia na recém-criada USP. “É pena porque gostaríamos que ele viesse. Ele lia bem o português. Mas fica a homenagem”, disse Bosi.

Velho Senado

Segundo o crítico literário e membro da Academia Brasileira de Letras, há muitos números a revista se caracteriza por apresentar um dossiê que “deve tratar de um tema oportuno, atual, importante e de preferência que tenha a ver com a realidade brasileira”.

“Para o dossiê – que ocupa um terço e às vezes a metade da edição – convidamos professores, pesquisadores e pensadores. Já a segunda parte é mais aberta. Aproveitamos os ensaios que chegam de várias partes do Brasil e os submetemos aos pareceristas e consultores que sigilosamente nos fazem um diagnóstico sobre os textos”, explicou Bosi, acrescentando que, nas últimas edições, a revista abriu uma nova seção de resenhas de livros.

Os três blocos temáticos apresentam unidade e todos os textos são atuais, com exceção da crônica de Machado de Assis intitulada “Velho Senado”, publicada quando o autor de Dom Casmurro escrevia para o jornal Diário do Rio de Janeiro, nos idos de 1860. De acordo com Bosi, a intenção foi mostrar a “diferença de tom”.

“Naqueles tempos o Senado [“cujos cargos eram vitalícios”] talvez não fosse nem melhor nem pior do que é hoje. Sempre deve ter havido escândalos, só que eram mais decorosos. Eles tinham um comportamento que, infelizmente parece, que se perdeu”, indicou Bosi.

No dossiê sobre o Congresso, há uma diversidade de visões e posições. Segundo o professor da USP, a grande discussão não é só mostrar o que está acontecendo, mas “por que está acontecendo”.

“De maneira geral, as análises mostram que a democracia formal em que vivemos é necessária, mas insuficiente. É preciso não só uma democracia representativa, mas participativa”, analisa Bosi.

Participam do primeiro dossiê Fábio Konder Comparato com o artigo O Direito e o Avesso” Marco Aurélio Nogueira, com Uma crise de Longa Duração, e Francisco Weffort, que questiona a ausência de reforma política em Qual reforma política?.

A segunda parte do dossiê é de entrevistas com alguns políticos representativos, como Cristovam Buarque, Arnaldo Madeira, Fernando Gabeira, e com representantes do Judiciário, como o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Do outro lado, o jornalista e professor da Escola de Comunicações e Artes da USP Eugênio Bucci analisa o papel da imprensa na cobertura da crise, ente outros.

“Acho que a crise, superficialmente, passou, porque a política continua a sua rotina, mas o dossiê fica como um momento de reflexão”, disse Bosi.

A última parte da revista é dedicada a resenhas de livros lançados recentemente e ao dossiê Vozes do Nordeste, além da análise de Aziz Nacib Ab’ Sáber, professor emérito da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, sobre os eventos climatológicos que atingiram Santa Catarina em 2008.

A versão eletrônica da nova edição de Estudos Avançados poderá ser lida em breve na biblioteca on-line SciELO (Bireme/FAPESP), em

A revista impressa custa R$ 30.
Mais informações: http://www.iea.usp.br/revista/rev67.html
e 55 - 11 - 3091-1675

Fonte: Agência FAPESP
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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Paulo Freire é anistiado 45 anos após exílio

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Paulo Freire é anistiado 45 anos após exílio

Em Brasília, 3 mil professores e educadores de todas as regiões do Brasil e de outros 22 países acompanharam a cerimônia

27/11/2009 - da Redação

A Comissão de Anistia do Ministério da Justiça concedeu, no dia 26 de novembro, a anistia política post mortem ao educador Paulo Freire, falecido em 1997. A cerimônia ocorreu durante o Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica que conta com 3 mil professores e educadores de todas as regiões do Brasil e de outros 22 países, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília.

Presente na cerimônia, a viúva, Ana Maria Araújo Freire, se emocionou ao falar do marido. “Hoje, Paulo, você pode descansar em paz. Sua cidadania plena, sem vazios e sem lacunas, foi restaurada, como você queria, e proclamada, como você merece”, disse. A homenagem ao pernambucano que revolucionou as técnicas de ensino em todo o mundo foi marcada pela emoção.

O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, disse que o pedido de desculpas em nome do Estado brasileiro também era direcionado aos milhões de brasileiros e brasileiras que deixaram de ser alfabetizados e emancipados por Freire. A extinção do Plano Nacional de Alfabetização, que levaria o “método Paulo Freire” a todo o país, foi um dos primeiros atos do regime autoritário, após o golpe de 1964.

O educador pernambucano foi afastado da coordenação do Plano Nacional, instituído meses antes pelo MEC, e aposentado compulsoriamente da cadeira de professor de História e Filosofia da Universidade Federal de Pernambuco. Após ser preso por 70 dias em uma cadeia de Olinda (PE), partiu para o exílio, retornando ao Brasil somente em 1980.

Em razão da perseguição política que resultou em 16 anos de exílio, a Comissão de Anistia concedeu indenização de R$ 100 mil – teto da prestação única, que prevê 30 salários mínimos para cada ano de perseguição comprovada.

Fonte: Brasil de Fato

Para ver Paulo Freire na lista dos Teóricos e Pensadores das Relações Internacionais, na página da ANU - Universidade Nacional da Austrália

Livros de Paulo Freire prontos para serem baixados, na Biblioteca da Floresta, por iniciativa do Governo do Acre.
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Conceitos sociais do feminismo

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Guia discute detalhadamente os conceitos sociais do feminismo

25/11/2009

No ensejo das comemorações do Ano da França no Brasil, a Editora Unesp lança a tradução do Dicionário crítico do feminismo. Trata-se da primeira obra do gênero publicada no país europeu que visa discutir, ao longo de 48 verbetes, não só o significado de conceitos relacionados ao movimento feminista mas o contexto em que se inserem enquanto atitudes sociais e políticas públicas adotadas em relação à hierarquia dos sexos em diferentes culturas.

Cada rubrica, organizada por um grupo de pesquisadores dedicados ao estudo das diferenças sociais relativas ao sexo, traz uma ou mais definições da noção trabalhada, traça as etapas de seu desenvolvimento histórico, expõe embates e controvérsias que ela já suscitou ou suscita e apresenta sua posição social e científica na atualidade. Como é o caso do conceito de Aborto, apresentado como “o reconhecimento do direito de dispor do seu próprio corpo (...) É um ponto decisivo, pois se trata da autonomia das mulheres”.

O Dicionário faz um questionamento sistematizado sobre o androcentrismo presente tanto na representação de objetos, como também na produção de palavras, ideias e sistemas de pensamento. É, portanto, uma obra feminista porque “coloca como central a problemática da dominação entre os sexos e suas consequências”.

A versão brasileira do guia se apresenta como uma ferramenta eficaz para os estudos de gênero, já que traz um repertório de conceitos elaborados pelas teorias feministas a esse respeito. Além disso, abre uma via de comunicação para comparações e diferenciações entre culturas distintas, como o Brasil e a França, bem como possibilita uma visão mais ampla do feminismo na Europa e no mundo.

Sobre as organizadoras:

Helena Hirata é diretora de pesquisa em sociologia no Genre, Travail et Mobilités (GTM) e estuda as divisões sexuais e internacionais do trabalho;
Françoise Laborie é socióloga e ex-membro do Genre et Rapport Sociaux (GERS) com pesquisas sobre “os desafios sociais ligados ao desenvolvimento das tecnologias de reprodução humana” e “técnicas e gêneros”;
Hélène Le Doaré é ex-membro do GERS e investiga as diversas relações sociais em processos como os movimentos populares na América Latina, na guerrilha alemã ou na coordenação das enfermeiras na França;
Danièle Senotier é engenheira de estudos no Centre National de La Recherche Scientifique (CNRS), secretária de redação dos Cahiers du Genre e membro do GTM.

Título: Dicionário crítico do feminismo
Organizadoras: Helena Hirata, Françoise Laborie, Hélène Le Doaré, Danièle Senotier
Páginas: 342
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 55
ISBN: 978-85-7139-987-7
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